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Criptomoedas: um panorama sobre as moedas virtuais como meio de pagamento

Iniciando com uma definição para a criptomoeda é, genericamente, um tipo de dinheiro como estamos acostumados a ver, porém totalmente virtual. Segundo Alan De Genaro, professor da FGV, as criptomoedas “são unidades monetárias de base criptografada utilizadas para fazer pagamentos e transferências de forma digital e operadas por usuários”, sendo assim, é um ativo atrelado a um bem virtual registrado no computador, mas não fisicamente, de forma que os dados utilizados são protegidos por criptografia, conhecida como blockchain, o qual é um sistema que permite rastrear o envio e o recebimento de informações virtuais a fim de evitar possíveis golpes.


Diferentemente das moedas convencionais, como real, dólar ou euro, as moedas digitais dispensam intervenção, autorização ou controle por parte de autoridades ou governos. Além disso, a criptomoeda não é considerada uma moeda convencional por possuir uma alta volatilidade, não desempenhando função de reserva de valor.


Existem diversos exemplos de criptomoedas: XRP, Litecoin, EOS, Ethereum, Binance Coin e Bitcoin, sendo esta a pioneira e o principal dinheiro eletrônico utilizado para transações ponto a ponto. Listadas em sites como o CoinMarketCap, as moedas digitais são monitoradas quanto ao seu valor de mercado, lucros e perdas gerados e volume de transações. Atualmente, existe uma variedade de mais de duas mil moedas virtuais, as quais são negociadas em, aproximadamente, 17.275 mercados, totalizando US $100 bilhões de transações diárias.


Apesar de possuírem riscos pouco convencionais, as moedas digitais estão cada vez mais presentes em transações como forma de pagamento. Através da grande valorização recente do Bitcoin, as criptomoedas têm atraído diversos investidores e grandes empresas de tecnologia, como Microsoft e IBM, que passaram a realizar pagamentos por meio das moedas digitais. Ademais, alguns países, como Japão, Tailândia e Singapura já reconhecem o dinheiro eletrônico como ativos passíveis de circulação. Já no Brasil, embora ainda não exista uma lei definitiva que faça uma formalização ampla, algumas universidades e restaurantes, entre outros negócios, aceitam o pagamento via criptomoedas, as quais devem ser informadas na declaração do imposto de renda.

Para que servem as criptomoedas?

Pensando na lógica, as criptomoedas funcionam como moeda em espécie, permitindo as transações de compra e venda de bens e serviços. Como exemplo, temos empresas, como a Microsoft, e países, como o Japão, que aceitam o pagamento de seus bens e serviços e impostos, respectivamente, por meio dessas moedas virtuais. Além disso, as transações virtuais também são comuns com as criptomoedas, uma vez que não existe taxa de cobrança por instituições financeiras e bancos.

Desvantagem no Brasil

Um aspecto negativo sobre as moedas virtuais no Brasil é que ainda não é tão comum o uso delas para o pagamento de bens e serviços. Por exemplo, o Brasil ainda não apresenta uma quantidade significativa de estabelecimentos que aceitam esse tipo de pagamento e acaba dificultando o uso das criptomoedas no país por não ser algo palpável para a população que ainda cria mitos e tem dificuldades de mensurar o dinheiro de forma virtual.

Vantagens

A inclusão dessas moedas nas operações de pagamento traz diversas vantagens e oportunidades. Para as empresas adeptas às moedas digitais, as transações através do dinheiro eletrônico contribuem com a ampliação dos mercados, potencializando a liquidez, de forma que não há necessidade de intermédio via cartões de crédito ou Paypal. Os governos, por sua vez, recebem vantagem na eliminação de intermediários e redução da informalidade, e os viajantes lucram com a queda dos custos de transação de câmbio.

Outra utilidade para as criptomoedas é relacionada aos países afetados por questões políticas ou econômicas, como, por exemplo, ditaduras ou recessões, que influenciam a negociação das moedas convencionais e não sofre influência da inflação.

Diferenças

Antes de investir em criptomoedas é preciso entender suas diferenças em relação às moedas convencionais. A primeira delas é o processo de emissão distinto, que ao contrário do que ocorre com o dólar ou o real, a emissão, chamada de “mineração”, é associada ao sistema de validação de transações e não depende de uma casa da moeda ou Banco Central. Também a quantidade e frequência de novas emissões influenciam o preço e a liquidez das moedas digitais.

Outro fator divergente são as regras de circulação. As criptomoedas são transferidas sem a participação de intermediários e as compras e vendas ocorrem de forma anônima pela internet. Dessa forma, os próprios usuários controlam o sistema de operações em rede.

Onde é feito o registro dessas moedas virtuais?

As criptomoedas são registradas no chamado “blockchain”, sendo ele um banco de dados públicos que consta todas as operações realizadas. As pessoas que registram as operações no blockchain são denominadas “mineradores”, trabalhadores que oferecem uma parte do seu computador (processamento) para realizar os registros e também conferir as operações realizadas com a moeda. Por fim, esses mineradores recebem uma bonificação em moedas virtuais.


Formas de investir

Existem algumas maneiras de investir em criptomoedas, seja por meio de corretoras, fundos ou minerando. As corretoras necessitam da abertura de uma conta e o serviço é facilitado por essas corretoras na hora da compra das moedas virtuais. Os fundos também são mais simples e é uma boa alternativa para quem deseja fazer as aplicações mas que não tenha tanta confiança para realizar as operações sozinho, pois os fundos são gestores especializados que realizam as aplicações. No caso da mineração, o indivíduo realiza sozinho no âmbito da exposição ao mercado das moedas virtuais, oferecendo parte do processamento do seu computador e realizando os enigmas que são colocados no blockchain e sendo remunerados com essa atividade.

Tenho algumas dúvidas, o que fazer?


Por ser uma breve explicação é comum que possam surgir dúvidas, ou até mesmo a curiosidade de aprofundar-se mais nesse tema, assim, ficamos a disposição para ajudá-los.


Envie suas dúvidas no e-mail: ligalq.usp@gmail.com.

Vamos conversar!

Bárbara Ardiane Silva e Laura de Oliveira Jeremias

18/05/2021


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