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Fintechs: Panorama geral no Brasil!



O que são Fintechs e o que impacta nos bancos?


Antes de apresentarmos as fintechs é importante entendermos os critérios de classificação de uma startup que, de maneira simplificada, são:

- Ser uma empresa jovem ou até mesmo embrionária;

- Ser escalável, gerando lucros e receitas mais rápido que os custos;

- Estar relacionada com a tecnologia, produzindo inovações ao mercado;

- Ter um custo baixo em comparação ao seu lucro.

A palavra fintech é a abreviação para o termo em inglês financial technology (tecnologia financeira, em português) e é considerada uma startup voltada para a tecnologia financeira, promovendo inovações em áreas de crédito e financiamento, investimento, estruturação, custódia e gestão de ativos, entre outros. Assim, o intuito é facilitar e trazer para os clientes de bancos tradicionais uma alternativa diferente de usar o seu dinheiro por meio digital e com baixos custos.

No Brasil, existem diversas fintechs que são um sucesso no país e que vem crescendo exponencialmente - exemplos como Nubank e Neon, bancos digitais que “batem de frente com os bancos tradicionais” - trazendo serviços alternativos que de modo geral as instituições financeiras tradicionais não conseguem suprir, principalmente pelo seus altos custos operacionais.

No entanto, os bancos também estão embarcando nessa proposta, se adaptando com as inovações trazidas à sociedade, buscando integrar as fintechs e adotando as propostas feitas por essas organizações tornando a vida do cliente mais simplificada já que o controle de diversas operações pode ser diretamente do usuário. Como exemplo, os cartões de crédito com anuidade baixa ou sem anuidade e as contas digitais são exemplos de serviços oferecidos por fintechs e são atrativas pelos valores reduzidos ou inexistentes aos clientes já que tudo ocorre digitalmente.



As fintechs não são só bancos digitais!

Segundo um estudo do Distrito Fintech em 2019, foi apontado que o número de fintechs no Brasil em operação chegou a 553, representando um crescimento de 34% em relação ao ano de 2018, sendo que esse crescimento foi ultrapassado em 2020, com um total de 742 empresas. Além disso, no período de 2019, constatou-se que as fintechs obtiveram um total de US $910 milhões em aportes, representando cerca de 35% do capital investido em 2019.

As fintechs estão distribuídas em 14 setores financeiros, no Brasil a maior parcela é destinada a fintechs de meios de pagamento (16,4%), posteriormente, de crédito (15,8%) e, por fim, (15,1%) em backoffice ou retaguarda, como também é conhecido, sendo departamentos de uma empresa que realizam serviços para as partes operacional, gerencial e administrativa, ou seja, não são diretamente aos clientes, são serviços realizados “por trás”. Sendo que, observa-se que a principal localização dessas fintechs permanecem concentradas na região sudeste (70%), mais especificamente em São Paulo (53,6%).


Avaliando mais a fundo outros setores, deparamo-nos com uma diversidade de fintechs que são comuns no nosso dia a dia, como o Pagseguro, Creditas, Vakinha, Ebanx, Toro Investimentos, entre outros. No entanto, temos inovações que é sempre válido ser citado, como a B2Mamy que se posiciona como uma fintech voltada para educação e desenvolvimento de mães tornando-as líderes e livres economicamente.


Falar de fintechs e não comentar sobre o PIX?


Um novo sistema de pagamento instantânea desenvolvido pelo Banco Central, o PIX, começará a funcionar em meados de novembro - seu lançamento foi efetuado no dia 5 outubro - e já conta com milhares de cadastros de usuários, chegando a 24,8 milhões de chaves em apenas uma semana. O Pix permitirá o pagamento de boletos e também uma nova forma de transferência de dinheiro, prometendo ser uma forma mais rápida já que poderá ser transferida qualquer horário e qualquer dia da semana, não ficando limitada aos horários e dias úteis das atuais formas de transferência como o TED e/ou DOC. Além disso, para o uso corriqueiro não será tarifado, ou seja, para microempreendedores e pessoas físicas. Esse novo sistema necessita de um cadastro de chave oferecido pelo aplicativo no smartphone do cliente de um banco determinado e os dados serão todos sigilosos, como já ocorre. O Pix demonstra a necessidade da inovação, do investimento em tecnologia financeira e as fintechs estão totalmente relacionadas porque elas promovem a simplicidade aos clientes com essa tecnologia.


Além disso, complementando esse fato, já pensou conseguir fazer transferências internacionais por esse mesmo aplicativo?


Segundo Manoel Pinho de Mello - Representante do Banco Central - essa proposta já está na agenda evolutiva de novos sistemas de pagamento, no entanto, com uma previsão de ser efetuado somente em 2022 ou 2023.


Qual o impacto positivo do covid-19 para as fintechs?


O mercado financeiro sente a revolução das fintechs pela facilidade que elas lidam com as operações financeiras e a forma mais acessível que os clientes passaram a ter, realizando seus serviços direto de seu próprio smartphone. Dessa forma, os bancos físicos tiveram que realizar uma renovação em seu sistema, passando a se adaptar ao mundo digital com o uso de ferramentas, como os aplicativos, para não ficarem esquecidos e acabarem perdendo seus clientes para essas startups financeiras totalmente digitais e sem taxas. O contexto da pandemia pela Covid-19 em que foi adotado o isolamento social e o fechamento de diversos comércios e serviços pela maioria dos estados brasileiros dificultou o trânsito por lugares físicos e isso também encaixa as instituições financeiras físicas, portanto, a utilização de fintechs tornou-se mais viável por muitas pessoas que ainda não as utilizavam.

O que antes era somente consulta de saldo e transferências tornou-se uma forma diferente de pagamento de contas, contratação de crédito, contrato de serviços, entre outros. O sistema de mobile banking durante esse período de pandemia teve um crescimento de 22% com relação às transações bancárias, sendo que as operações bancárias nas agências tiveram uma queda de 53%, e 19% nas ATMs. Além disso, dados fornecidos pela FEBRABAN, propõem que o mobile banking na média mensal de 2019 e o mês de abril de 2020, houve um crescimento de 105% em consultas de investimentos, 61% em contratação de crédito, 33% e 24% em pagamentos e transferências, respectivamente.

Não obstante, ocorrem tendências relevantes de crescimento do PIX - já tratado no texto - esse produto inovador elaborado pelo Banco Central, retrata ainda mais o crescimento em setores voltados para fintechs e dá-se a liberdade de apresentar novas ideias para o mercado financeiro de fintechs os quais crescem exponencialmente.


Tenho algumas dúvidas, o que fazer?

Por ser uma breve explicação é comum que possam surgir dúvidas, ou até mesmo a curiosidade de aprofundar-se mais nesse tema, assim, ficamos a disposição para ajudá-los.

Envie suas dúvidas no e-mail: ligalq.usp@gmail.com.


Vamos conversar!


Alexandre H. Arakaki e Laura de Oliveira

16/10/2020

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