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O que é o swap e em que ele interfere na sua viagem para o exterior!

Nesse artigo iremos fazer uma breve explicação a respeito de swap uma operação financeira o qual esporadicamente é visto em jornais e revistas, presentes em artigos recentes como por exemplo, “BC tem perda de R$ 8,658 bi com swap cambial em maio até dia 22”. (27 de maio de 2020) IstoéDinheiro. “Dólar engata queda de mais de 1% contra real”. (21 de maio de 2020) Forbes.

O swap, palavra em inglês, que traduzindo dá-se como permuta/troca, é uma operação financeira comumente utilizada na troca de fluxo de caixa entre os investidores/especuladores, empresas e o Banco Central com o intuito de diminuir os riscos ou aumentar a rentabilidade. Essa operação tem como objetivo a formação de contratos os quais são precificados a partir de um ativo-objeto, como moeda, commodities, taxa de juros, entre outros. Dessa forma basicamente, temos que o swap é uma operação financeira o qual está na categoria dos derivativos, ou seja, o seu preço e a sua variação são derivadas desses ativos objetos, também vistos como ativos subjacentes.

Uma das operações que iremos citar é sobre o swap cambial e swap cambial reverso, que simplificadamente tratam-se de mecanismos que o Banco Central utiliza para aumentar ou diminuir o valor do câmbio e os investidores para proteger-se ao câmbio, “comprando ou vendendo dólar”. Suponha que hoje ocorreu a liberação de viagens para o exterior e você planeja no final do ano passar as férias em Nova York vendo que o preço da passagem está barato, no entanto, quando olha o valor do câmbio se assusta e acaba desistindo de viajar ou prefere esperar um pouco mais para fazer essa viagem e comprar dólar. Assim, você decide a partir de agora acompanhar cotidianamente a conversão e também tenta entender o porquê desse preço alto e quais mecanismos podem ocorrer ao longo do ano para que o preço diminua.

Então ao começar a pesquisar sobre o dólar, se depara com as notícias “Dólar opera em alta e volta a passar de R$ 5,40”. (29 de maio de 2020) G1. “Dólar tem maior alta em três semanas e real lidera perdas globais”. (28 de maio de 2020) Forbes. O aumento do valor do dólar se deve à vários fatores, dentre eles, questões políticas, confiabilidade do país e medidas governamentais. Hodiernamente, percebemos que devido a pandemia a economia de diversos países está desacelerando e decrescendo, dessa forma, para um investidor estrangeiro, esse é um importante fator para que o mesmo acabe tirando seus investimentos feitos em outros países e voltando para o seu país de origem. Ademais, outros fatores que influenciam, são questões políticas e conflitos comerciais, os quais tendem a diminuir a confiabilidade desse investidor estrangeiro para com o país.

Assim, ao ocorrer saída desse capital, o investidor estrangeiro converte a moeda local para dólar, fazendo com que a demanda por dólar no país, seja maior que a oferta, diminuindo a circulação dessa moeda, aumentando a especulação e consequentemente o seu preço. Além disso, conclui-se também que caso ocorra o inverso, ou seja, existe uma oferta maior que a demanda, esse cambio tende a diminuir.

Após essa contextualização, podemos explicar melhor para que serve o swap cambial e o swap cambial reverso, para com o planejamento da viagem para Nova York. O Banco Central do Brasil, assim como o banco central de outros países, dispõe de uma reserva de moeda estrangeira, de modo geral em dólar por ser uma moeda forte. Essa reserva cambial tem como finalidade ser uma “poupança” para precaução a baixa liquidez financeira do país, aumento da volatilidade cambial, entre outros. Dessa maneira, através da lei demanda e oferta, o Banco central pode intervir no mercado cambial, vendendo suas reservas de dólar (swap cambial) ou comprando o dólar do mercado para aumentar sua reserva (swap cambial reverso).

Sendo mais específico, o swap cambial é uma opção em que o Banco Central se compromete no futuro a pagar ao investidor que comprar esses produtos, a diferença de valor observada (valorização ou desvalorização) do real em relação à moeda estrangeira, somando uma taxa de juros efetiva. Em troca, esse investidor para ter esse contrato de swap, paga a taxa Selic corrente, ou seja, o Banco se compromete com à variação cambial, durante o regimento desse contrato mais a taxa efetiva, enquanto o investidor paga a taxa Selic corrente. Tal mecanismo faz com que os swaps funcionem como um hedge (seguro) para aqueles que temem o dólar subir, ocasionando, assim, um desincentivo para a procura da moeda estrangeira, impedindo que ela suba mais. O swap cambial reverso, nesse contexto, é quando o Banco Central se compromete a pagar o juros durante o período, enquanto o investidor paga a oscilação cambial, assim, fazendo com que o dólar tenha sua desvalorização interrompida.


*A desvalorização da moeda estrangeira como o caso do dólar, em alguns países como o Brasil, torna-se algo negativo para as exportações, pois para um comprador estrangeiro com a desvalorização da sua moeda em comparação a outra faz com que o mesmo “pague mais por menos”.


Por fim, após essa pesquisa percebe-se que a viagem que planejava para Nova York, torna-se algo mais complexo e que depende de diversos fatores econômicos, como por exemplo, a questão do swap. Assim, supondo que ainda quisesse fazer sua tão sonhada viagem, mas está com um “pé atrás”, com medo de comprar o dólar agora e no dia do voo o câmbio acabe caindo e queira se proteger disso, recomendo que dê uma olhada em mercado de opções.






Tenho algumas dúvidas, o que fazer?

Por ser uma breve explicação é comum que possam surgir dúvidas, ou até mesmo a curiosidade de aprofundar-se mais nesse tema, assim, ficamos a disposição para ajudá-los.

Envie suas dúvidas no e-mail: ligalq.usp@gmail.com.

Vamos conversar!


-Alexandre Hissao Arakaki

05/06/2020

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