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PIX: Uma revolução no sistema brasileiro de transferências

Atualizado: Abr 23



Certamente nos últimos meses o foco das mesas de marketing das grandes instituições financeiras eram campanhas de atratividade de clientes para o registro de suas chaves PIX em suas instituições. Mas afinal o que é esse PIX que tanto falam nos comerciais e anúncios em vídeos do Youtube?


PIX é, de maneira geral, um meio de pagamento instantâneo, isto é, um sistema através do qual é possível transferir dinheiro entre duas contas de forma quase que instantânea, dispensando a necessidade de realizar transações por DOC ou TED. Este sistema está sendo desenvolvido pelo Banco Central, e foi anunciado no início do ano de 2020, com expectativa de pleno funcionamento em 16 de novembro. As grande vantagens deste novo sistema são: o custo reduzido, maior agilidade (estima-se que uma transferência demorará no máximo cerca de dez segundos) e o fato de poder ser realizado no sistema 24/7, 24 horas por dia e 7 dias por semana, em detrimento de somente dias úteis e horário comercial como funcionam outros meios de transferência atualmente.


Para poder utilizá-lo um cliente de um banco deve registrar uma “chave” em sua conta, que a representaria de forma simplificada. Essas “chaves” podem ser: o CPF do titular da conta, um número de celular, um endereço eletrônico ou uma chave aleatória gerada pelo próprio sistema. Assim, na hora de fazer ou solicitar uma transferência basta utilizar um destes dados, que estará vinculado à conta, para poder realizá-la, não mais sendo necessário ter em mãos dados como número da agência, número da conta, CPF e nome de quem receberá o valor transferido. Além disso, muito importante ressaltar que não há limite mínimo de valores para que o sistema realize transações bancárias.


O sistema Pix pode ser também utilizado para o pagamento de compras, pois oferece a opção de escanear QR codes, e o pagamento de contas, através de aplicativos de pagamento com cartão de crédito, como por exemplo o ITI, aplicativo de pagamento do banco Itaú. Segundo os próprios bancos, esse novo sistema irá conferir as transações bancárias maior facilidade, liberdade e segurança.





De acordo com Caio Telles, engenheiro de Software e CEO da BugHunt, “Essas transações atuais, assim como o PIX, possuem controles rigorosos de cibersegurança”. Já segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no primeiro dia de operação foram feitas 1.570 transações com o novo meio de pagamentos.


O Pix pode ser cadastrado vinculado a uma conta corrente ou poupança, podendo com isso alavancar a eficiência do mercado, baixar o custo, aumentar a segurança dos clientes e incentivar a eletronização do mercado de pagamentos.


O período de cadastramento das chaves já está em vigência, e o cliente pode vincular sua conta a no máximo cinco chaves distintas e únicas, já que não é possível vincular um mesmo dado (seja CPF, e-mail ou celular) a contas diferentes. Porém não há limites de chaves por pessoa, podendo esta cadastrar as cinco chaves para todas as instituições financeiras nas quais possui conta.


Pessoas jurídicas também poderão usufruir do PIX em suas contas e esta é uma outra grande expectativa de facilitação do sistema. Para pagamentos à vista, o cliente, em vez do cartão de débito ou um boleto bancário, poderia utilizar alguma chave PIX da empresa para fazer o pagamento, agilizando o processo. O mesmo vale para pagamentos ao governo, como impostos e taxas, que possivelmente também poderão ser realizados através deste sistema. Lembrando aqui que, diferentemente da pessoa física, as contas em PJ podem ter até vinte chaves diferentes por conta.


Mas se o número de chaves totais de um usuário, seja PF ou PJ, é irrestrito, qual a razão da intensidade de publicidade das instituições financeiras pedindo para o cliente cadastrar suas chaves na plataforma delas? O embate aqui é, provavelmente, pelas chaves exclusivas, CPF/CNPJ, telefone e e-mail. Como estas são informações mais recorrentes e que costumam estar fixadas nas memórias das pessoas, devem ser mais utilizadas no momento destas passarem uma chave para transferência. Vejamos abaixo a situação do número de chaves distintas cadastradas até 14 de outubro, 9 dias após o início dos cadastros, por instituição financeira:


Destaca-se a liderança e grande participação das fintechs, já abordadas neste artigo, com o Nubank responsável por quase 25% da totalidade de chaves até o momento em que a pesquisa foi realizada. O fato pode ser explicado por este tipo de instituição ter como perfil médio o jovem, mais familiarizado com as novidades do sistema.


A partir do pleno funcionamento e maior conhecimento da população sobre o PIX é possível que o big 5 tradicional (Caixa, BB, Santander, Bradesco e Itaú) demonstrem maior representatividade. Os últimos dados do BC, ainda do final de Outubro, mostram que 50 milhões de chaves já haviam sido cadastradas, tendo ainda um grande espaço para crescimento, levando em consideração um número de mais de 160 milhões de bancarizados no país (muitos com contas em mais de uma instituição) e a possibilidade de cinco chaves por conta.


Para melhor instruí-los segue abaixo o passo a passo de como cadastrar sua(s) chave(s) PIX.

1- Ter uma conta vinculada a um banco ou carteira digital vinculada a uma instituição. No caso de quem tem mais de uma conta, é preciso selecionar para qual deseja que o dinheiro seja enviado

*Cada conta cadastrada pode ser vinculada a apenas uma chave PIX( CPF, e-mail ou telefone)

2- Acesse o aplicativo da instituição em que possui conta;

3- Realize o cadastro de sua chave.


Pronto! O Banco Central irá analisar e comparar os dados enviados e, assim que sua chave for aprovada, você será comunicado e poderá usá-la à partir de 16 de novembro de 2020


Por Ana Luisa Ramos e André Almeida



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